O olhar maduro e feminino

Como outros adolescentes paulistanos de sua geração, nos anos , Branca foi a shows e ouviu discos de Arrigo Barnabé, de Itamar Assumpção e dos grupos Premê e Rumo – expoentes da chamada “vanguarda paulista”. Influência que ela reconhece no seu jeito falado de cantar e em composições de sua autoria que tendem ao minimalismo.

Capa do CD de Branca Lescher Foto: Divulgação

Quem assina a produção musical e os arranjos do disco é Marcelo Segreto, parceiro de Branca há alguns anos. “Eu já disse ao Marcelo que este disco é tanto meu como dele”, comenta a cantora, ciente de que os arranjos com instrumentos de cordas trouxeram unidade e uma sonoridade original às gravações.

“Sou muito paulistana. Não me sinto uma cantora e compositora de samba ou de música brasileira mais tradicional”, admite Branca, que chegou a gravar canções de Ary Barroso e Tom Jobim, em seu disco de estreia “Intimidade e Silêncio”, lançado em . Dissonante e quebrado, o único samba no repertório do novo álbum, “Antes de Mim”, confirma a declaração da autora.

Essencial no conceito do disco, a canção “O Dia da Mulher” parceria com Segreto vps windows sintetiza a temática feminina presente em outras faixas. Nos versos, Branca expressa a indignação da mulher madura que se sente invisível quando não se submete a certas expectativas sociais, como tingir os cabelos brancos.